domingo, 27 de dezembro de 2009

Jesus - O Iluminado !

Jesus Luz, apesar do nome messiânico, era um jovem modelo que batalhava para se tornar famoso. Seu cachê girava em torno de 500 reais, quando conseguia algum trabalho... Mas eis que de repente, a "fada madrinha" Madonna surgiu em sua vida e com um simples "toque da varinha de condão" transformou o rapaz até então desconhecido num "príncipe encantado" e sonho de consumo para mulheres de todo o mundo. A carreira decolou - o cachê inicial pulou para 200 mil reais e não faltam convites para desfiles, campanhas de grifes famosas, participação em eventos e também para alegrar as pistas de dança como dj, que aliás, é um dos seus trunfos atualmente, está inclusive planejando um cd de músicas eletrônicas para 2010, ano que promete ser bem promissor.

Taí uma amostra de como ganhar na "loteria" sem gastar um tostão! Parece que esse Jesus Luz é mesmo iluminado!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Histórias do Cotidiano - Uma Viagem de Ônibus


Muitas vezes estamos tão absorvidos em nossos problemas que mal percebemos o que acontece ao nosso redor, mas uma cena num ônibus foi tão surpreendente que ficou em mim um misto de indignação e compaixão ao mesmo tempo.
Havia um cara sentado no banco, que ao lado trazia o aviso : "Assento Especialmente Reservado Para: Gestantes, Idosos, Pessoas com deficiências físicas e Pessoas com crianças no colo - Na ausência de pessoas nestas condições, o uso do assento será livre".
Eis que entrou uma senhora de idade um tanto avançada e dirigindo-se ao rapaz com arrogância, cobrou seu direito àquele lugar: "- Não está vendo seu atrevido, que este lugar é meu ?".
O rapaz, muito constrangido, levantou-se, cedeu o lugar e estando de pé, ergueu a bainha de sua calça deixando à mostra uma prótese mecânica que ia até a altura da coxa. Retirou-a, colocou no colo da senhora e fitando-a firmemente mas com a voz ainda suave, disse: "- Agora a senhora vai carregar a minha perna mecânica."
Todos os olhares dos passageiros voltaram-se para ela, que diante da surpresa ficou totalmente desconcertada e sem saber o que fazer, com uma expressão atônita, instintivamente levantou-se, deu o sinal e desceu no primeiro ponto.
Neste curto percurso, extrai uma lição de vida: nem sempre podemos confiar apenas e tão somente nas aparências e a boa educação cabe em qualquer lugar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Construa sua própria Felicidade

A ciência comprova que a felicidade encontra-se na forma como encaramos a vida. O que para muitos pode ser um fracasso ou uma tragédia, para o otimista, é visto como uma oportunidade de aprendizado. Aqui vão algumas dicas para tornar a vida mais agradável e quem sabe mais "feliz" :
Desenvolva o hábito da gratidão. Agradeça sempre os pequenos favores recebidos por amigos ou estranhos
Para alcançar o bem-estar, mantenha uma atitude positiva permanente
Lembre-se: a felicidade depende do nosso estado de espírito e de como interpretamos as situações que nos cercam
Aprenda a apreciar e dar valor às coisas simples da vida: o abraço de um amigo, um prato saboroso, os mistérios da natureza ou o sorriso de uma criança
Registre momentos que valham a pena ser recordados, pode ser através de fotografias, filmes, diários, etc
Aceite a vida também com seus momentos tristes procurando sempre superá-los
Seja leal, guarde segredos, tenha sempre um ombro amigo para amparar aqueles que necessitam de você
A felicidade consiste em preparar o futuro, pensando no presente que foi alicerçado no passado.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Elas Desnudaram a Literatura


Na literatura, Anaïs Nin polemizou em sua época ao escrever obras permeadas de erotismo e idéias feministas baseadas em experiências pessoais. Foi amante de Henry Miller e autora do best-seller "Delta de Vênus", tornando-se a precursora de toda uma geração de escritoras que busca no sexo um novo "boom" literário. E atualmente algumas escritoras brasileiras, dotadas de ousadia e sensualidade, vem destacando-se nesse segmento.
Fernanda Young em "Efeito Urano" fala de adultério e homossexualismo: uma mulher que se perde na ingenuidade e excitação ao conhecer outra, formando-se assim, um triângulo amoroso de duas mulheres e um homem.
Sabina Anzuaegui, escritora paranaense, apresenta o sexo como um componente da vida, sem o qual as relações humanas estariam truncadas em seu romance "Calcinha no Varal".
Ana Ferreira narra histórias em primeira pessoa, mas que não são necessariamente dela. Trabalha com fantasias sexuais e coisas que muitas mulheres gostariam de dizer e muitos homens sonham em ouvir, em "Amadora".
E com pitadas menos ficcionais, Mariana Brasil relata o dia-a-dia das prostitutas brasileiras que partem para fazer o eixo Itália-Suíça em "O Manuscrito de Sônia", história que inspirou Paulo Coelho a escrever seu sucesso "Onze Minutos".
Kika Salvi apresenta aos leitores um pouco de sua intimidade em "Kika, A Estranha", onde há sexo frustrado, falta de dinheiro, festas, amigos loucos e por aí vai.
A ex-garota de programa Raquel Pacheco, conhecida por Bruna Surfistinha baseada em trechos de diários, escreveu "O Doce Veneno do Escorpião - o Diário de uma Garota de Programa", que inclusive, gerou um filme que será estrelado por Deborah Secco no papel principal.


"Não se é escritor por ter escolhido dizer certas coisas, mas sim pela forma como as dizemos." - Jean-Paul Sartre




quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Toda Mulher é meio Leila Diniz !


Já dizia Rita Lee em "Todas as Mulheres do Mundo": "Toda mulher quer ser amada, toda mulher quer ser feliz, toda mulher se faz de coitada, toda mulher... é meio Leila Diniz !"
E tive o prazer de ler o texto do psicanalista Eduardo Mascarenhas sobre esta musa, que tanto admiro, resolvi compartilhá-lo:
"Até uns anos atrás, praticamente não existiam nem a sexualidade nem o amor. Pelo menos tal como os conhecemos hoje em dia. Havia sexo, sim, mas sexo reprodutor, sexo sem gozo nem amor. De um lado, homens precoces. De outro, mulheres assexuadas e, por eles, reprimidas.
Mocinhas, elas ainda eram sonhadoras e românticas. Depois, nem isso. Perdiam o viço e ficavam generalizadamente flácidas. Ao se tornarem esposas, amatronavam-se e não sonhavam mais.
Os homens tinham na vida duas coisas a fazer: ganhar dinheiro e tornar suas filhas e esposas seres sem sexo. Para tanto valia tudo.
As mulheres que se conformassem com esse destino recebiam o honroso título de moças de família ou mulheres de bem. As que se rebelassem deveriam ser difamadas. Eram chamadas ou de prostitutas ou de fêmeas possuídas por um obsceno furor: o furor uterino.
Os machões perpetravam sexo, assim, com três tipos de mulheres: a esposa frígida em casa; a ninfomaníaca (ou sua versão mirim - a galinha) nas garçonnières; e a meretriz nos rendez-vous.
Como conseqüência, existiam três tipos de sexo: o sexo família, o sexo profissional, o sexo adulterino.
Foi nesse sufocante panorama que emergiu Leila Diniz. Sozinha, emocionante, linda.
As esquerdas eram caretas. Muita cabeça e pouco corpo. Revolucionárias na política, eram reacionárias nos costumes.
E o movimento hippie apenas ensaiava os seus primeiros passos e decididamente não chegara ao Brasil. O que já tinha se firmado por aqui eram os roqueiros dos anos 50 - a juventude transviada. Muita birita, muita corrida de carro, muito lampião quebrado, muito rock com chiclete mas, na hora de dormir, um beijinho na boca e cada qual para sua casa.
Leila, assim, é uma heroína solitária, uma precursora dos anos 70. Com dignidade, ama e faz amor. Engravida-se fora do casamento e expõe a beleza de seu ventre grávido pela primeira vez em nossas praias. Com graça e humor, rompe o preconceito de que mulher não diz palavrão.
A sociedade se assusta. A alegria de Leila deveria ser penalizada. Leila é agredida pelos conservadores. É julgada publicamente pela TV. E condenada. "O Pasquim" oferece suas páginas para a defesa da atriz. Sua entrevista, explode e ela se torna, de musa de Ipanema, um mito nacional.
E Leila está aí. Viva em cada mulher que diz não. Viva na alegria das mulheres que buscam a verdade."


"Só me arrependo das coisas que eu não fiz. Das coisas que fiz, não me arrependo nada." - Leila Diniz
(frase que se tornou antológica em sua entrevista para "O Pasquim").

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

29 Anos sem John Lennon


08 de Dezembro de 2009 poderia ter sido um dia como tantos outros se não fosse o fato de que nesta data estamos completando 29 anos da morte de John Lennon - um dos mais importantes ícones do século XX.
E este ano foi lançada a biografia "John Lennon - A Vida" de Philip Norman pela Companhia das Letras com tradução de Roberto Muggiati. Não resisti. Uma forte curiosidade em saber mais a respeito de um dos meus ídolos (e acredito que de muita gente também) apoderou-se de mim e comprei o livro.
Não acredito em "biografias definitivas", mas até o momento é o mais completo relato de sua trajetória: a infância em Liverpool; as tragédias que o marcaram imensamente: as mortes da mãe Julia, do empresário Brian Epstein e Stu Sutcliffe, um dos primeiros integrantes dos Beatles; a carreira pontuada de sucessos ao lado de Paul, George e Ringo, ultrapassando a marca de mais de 1 bilhão de discos vendidos pelo mundo, o que os colocam no "topo do show business"; o afastamento da banda; o casamento com Yoko Ono; a dedicação ao filho Sean; a implacável perseguição do FBI para deportá-lo dos Estados Unidos por conta de sua atuação política pacifista em meio a tantos conflitos e guerras, contrariando Nixon e outros líderes da época; até encontrar seu assassino no fatídico 08 de Dezembro de 1980.
No dia 14 de Dezembro de 1980, meio milhão de pessoas se reuniram no Central Park de Nova York para realizar uma homenagem a John Lennon. Ao meio-dia em ponto fizeram dez minutos de silêncio e o mesmo ocorreu pelo mundo afora, como um simbolismo do fim de um sonho de uma geração. Nenhum rei, nem chefes de Estado jamais conseguiram o mesmo que o ex-beatle: mobilizar o mundo inteiro para uma homenagem póstuma.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Circuito Alternativo em São Paulo

Este ano rola a 17ª edição do Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual, pioneiro ao exibir filmes para um grande público falando abertamente das identidades do segmento GLBT. "Do Começo ao Fim" , que retrata a história de amor entre dois irmãos gays, foi escolhido para a abertura. Dentre os 104 filmes (incluindo-se curtas e longas), 25 são brasileiros.
Suzy Capó, diretora do festival criou também uma distribuidora de filmes - Festival Filmes, a fim de levar as produções para as telas comerciais. Dentro da Festival Films, existe o selo Filmes do Mix, que lançou "De Repente, Califórnia".
"De Repente, Califórnia" (Shelter), do diretor Jonah Markowitz, foi eleito o Melhor Filme no Festival Mix Brasil 2007 e conta a história de Zach, um jovem forçado a abrir mão de seu sonho de cursar uma escola de Belas Artes para trabalhar e ajudar a irmã e o sobrinho. Nos momentos de lazer, surfa, anda de skate, faz grafite pelas ruas (cenas em que é notável a beleza da fotografia do filme) e se relaciona com Shaun, que tentará ajudá-lo na realização de suas ambições. Uma obra que é sucesso entre o público gay, mas que faz qualquer espectador se apaixonar.
Eventos como este nos fazem respeitar a diversidade. Nosso país tem uma Constituição laica e um imenso sincretismo religioso. Não podemos agir como na Inquisição, em que lançavam à fogueira pessoas que ousavam ser diferentes. E hoje existe uma verdadeira "Caça às Bruxas" por parte de grupos religiosos ultra-radicais. A eles, só posso citar a frase de Samuel Butler:

"Um argumento a favor do Diabo:
É preciso recordar que nós ouvimos só uma versão da história.
Deus escreveu todos os livros."

domingo, 6 de dezembro de 2009

HAIR - 40 Anos de História no Brasil

A peça HAIR foi escrita por James Rado e Gerome Ragni e a música composta por Galt Mac Dermot.
Estreou nos Estados Unidos em 17 de outubro de 1967 e após 45 apresentações chegou ao
Teatro Baltmore na Broadway em 29 de abril de 1968 onde foi encenada com grande sucesso e teve quase duas mil apresentações. Neste mesmo ano, no mês de dezembro no Brasil era assinado o Ato Institucional nº 5 que instalou a ditadura militar com cassações de direitos políticos, prisões e torturas àqueles que se opunham ao regime e exigiam liberdade em todos os sentidos e principalmente de "expresssão", no caso dos artistas.
Neste contexto, em outubro de 1969 estreava em São Paulo a montagem brasileira do musical, no palco do Teatro Aquarius, mais tarde Zaccaro, na Bela Vista. Graças à audácia do ator e produtor Altair Lima que comprou os direitos para ser encenada no Brasil e investiu todas as suas economias, na época, cerca de duzentos milhões de cruzeiros, e permaneceu em cartaz de 1969 a 1972, sempre com lotações esgotadas e chegando a quase duzentos mil espectadores só nos oito primeiros meses de lançamento. A montagem contou com o seguinte elenco: Altair Lima e Maria Cecília Camargo (Produção), Ademar Guerra (Direção), Cláudio Petraglia (Direção Musical) e Renata Pallottini (Versão para o português). Alguns atores que se destacaram: Altair Lima, Aracy Balabanian , Ariclê Perez, Armando Bogus, Bibi Vogel, Cleo Ventura, Edir de Castro, Ester Goes, Fernando Reski, Jesus Pingo, Maria Helena, Rosa Maria, Neusa Borges, Ricardo Petraglia e Sonia Braga.

Esta peça foi um grito de liberdade dos jovens americanos contra a Guerra do Vietnã e que desencadeou o Movimento Hippie por todo o mundo com sua mensagem de "Paz e Amor" !


sábado, 5 de dezembro de 2009

Zuzu Angel - Quem É Essa Mulher ?


Zuzu Angel (1923-1976). Zuleika Angel Jones, estilista de moda feminina e ativista política, nasceu em Minas Gerais, Brasil.
Uma das estilistas brasileiras mais interessantes das décadas de 1960 e 1970.
Zuzu começou como costureira no fim da década de 1940. Já na década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, passou a produzir peças e montou uma butique em Ipanema.
Suas criações eram inspiradas em temas regionalistas e folclóricos, com estampas de pássaros, borboletas e papagaios. Misturava renda, seda, fitas e chitas, com pedras brasileiras, fragmentos de bambu, de madeira e conchas.
Com uma personalidade forte e um estilo característico em suas criações, ela ficava em um meio-termo entre a alta-costura e o prêt-à-porter.
Ela dizia que sua moda era para mulheres que em nada lembravam as magérrimas manequins apresentadas nos ateliês tradicionais.
Dentre suas modelos mais famosas, estava "Elke Maravilha", que por denunciar o regime militar, acabou presa na época.
Em 1970, Zuzu Angel ficou conhecida internacionalmente com a venda de suas criações no Magazine Bergdorf Goodman, de Nova York. Entre suas clientes, destacaram-se: Joan Crawford, Liza Minelli, Kim Novak, Jean Shrimpton e Veruschka.
A partir de 1971, com a prisão, tortura e morte de seu filho Stuart Edgard Angel pelo regime militar, passou a dedicar sua vida a denunciar a ditadura no Brasil através de suas criações. Chegou a fazer desfiles-denúncia em Nova York, onde apareciam tanques, pássaros aprisionados, anjos mutilados, caveiras e manchas de sangue bordadas sobre vestidos em tons verde e amarelo - que impressionaram a opinião pública internacional.
Em abril de 1976, um atentado terrorista camuflado de "desastre de automóvel" assassinou a estilista que tanto incomodava o regime instalado no país. Em sua homenagem, Chico Buarque compôs a música "Angélica".
Em 1987 foi lançado o livro "Eu, Zuzu Angel, Procuro Meu Filho" - A Verdadeira História de um Assassinato Político, autora Virginia Valli e em 2006 sua vida foi contada no filme "Zuzu Angel", dirigido por Sérgio Rezende, tendo Patrícia Pillar no papel de Zuzu. Ela teve três filhos: Stuart, Ana e Hildegard Angel, que trabalhou como atriz no cinema e na televisão na década de 70. Dedicou-se ao colunismo social no jornal "O Globo" e desde 2003, no "Jornal do Brasil".

Chico Buarque assim descreveu a dor e a coragem de Zuzu nesta bela canção:


Angélica

Quem é essa mulher /Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho /Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mulher / Que canta sempre esse lamento?
Só queria lembrar o tormento / Que fez o meu filho suspirar
Quem é essa mulher / Que canta sempre o mesmo arranjo?
Só queria agasalhar meu anjo / E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher / Que canta como dobra um sino?
Queria cantar por meu menino / Que ele já não pode mais cantar
Quem é essa mulher / Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho / Que mora na escuridão do mar



Beto Rockefeller - O Primeiro Anti-Herói Brasileiro

Beto Rockefeller: A criação do primeiro anti-herói em novelas nacionais !
Beto era um "bicão" de origem humilde que trabalhava numa loja de calçados, amigo de um mecânico que lhe emprestava os melhores carros da oficina e tentava introduzir-se na alta-sociedade para casar-se com uma "ricaça" e subir na vida. Até ser desmascarado...
Esta novela, da extinta Rede Tupi, durou 1 ano e teve 298 capítulos, tornando-se um marco na história da teledramartugia brasileira, ao introduzir as seguintes inovações: utilização de trilha-sonora (cada personagem tinha um tema musical próprio), criação de merchandising, sendo Luiz Gustavo o pioneiro, ao fazer propaganda da ENGOV, a primeira a utilizar cenas externas e tomadas aéreas, linguagem coloquial, etc.
O personagem foi criado por Cassiano Gabus Mendes e o próprio Luiz Gustavo. A novela foi escrita por Bráulio Pedroso. Direção de Lima Duarte e Walter Avancini.
O sucesso foi tamanho que rendeu um longa-metragem "Beto Rockefeller" com direção de Olivier Perroy em 1970. E uma continuação da novela em 1973 - "A Volta de Beto Rockefeller".
Luiz Gustavo Sanchez Blanco (Beto Rockefeller), ator natural de Gotemburgo - Suécia, filho de um diplomata espanhol, nascido em 2 de fevereiro. Começou a carreira como camera-man, depois técnico de som, assistente de estúdio e posteriormente, em 1964 estreou como ator na Tv Tupi. Único em seu estilo naturalista de interpretação, com utilização de "maneirismos" é referência para as novas gerações !

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Selton Mello - Tipo Exportação

Fonte: Revista Gloss

Na semana do Cinema Nacional fui assistir ao filme "Jean Charles", de Henrique Goldman, que estreou este ano e conta a polêmica história de Jean Charles de Menezes, um brasileiro obstinado que segue para Londres em busca de novas oportunidades de vida e acaba confundido com um terrorista e morto a queima-roupa no metrô pela Scotland Yard britânica.

Selton acerta na dosagem do personagem e mostra que é mesmo um artista multimídia: dirige cinema (lançou em 2008 seu filme de estreia "Feliz Natal"), como ator tem feito em média dois filmes por ano (são 24 longas-metragens no currículo, dentre eles: "Lavoura Arcaica" - 2001 ; "O Auto da Compadecida" - 2000; "O Cheiro do Ralo" - 2006 e "Meu Nome Não é Johnny" - 2008), é também produtor, dublador, músico, faz teatro e apresenta o programa "Tarja Preta" no Canal Brasil.

Talentoso e versátil, é a nova sensação nas telas "made in Brazil" !

domingo, 29 de novembro de 2009

Almodóvar - Um Cineasta Provocante

Foto: Almodóvar - Fonte: Serafina

Já dizia Tolstoi: "Descreva bem a sua aldeia e serás universal". Almodóvar tem feito muito bem a lição de casa, pois filme após filme, ele nos mostra uma Espanha visceral, com inúmeros personagens à beira de um ataque de nervos.

Cheio de contradições, é um cineasta com formação católica, mas que atualmente não acredita em Deus. Polêmico, retrata a sexualidade com irreverência e bom-humor. Seu novo longa, "Os Abraços Partidos" (Los Abrazos Rotos), que esteve na 33ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo é surpreendente.

Penélope Cruz, uma de suas musas, encarna uma mulher jovem que se vê dividida entre dois amores e o sonho de transformar-se em uma grande atriz. Em meio à tantas emoções, há abraços de todos os tipos: dor, amizade e amor. Considerada pela crítica uma das histórias mais profundas rodadas na Europa nos últimos anos.

Uma verdadeira declaração de amor ao cinema !

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Elegância de Woody Allen

Woody e sua musa Scarlett Johansson
Neurótico, irônico, gênio. Woody Allen é um fenômeno na história do cinema !
Poucos roteiristas e diretores conseguem retratar a essência da alma humana com tanta ousadia e brilhantismo.
E pensando nisso, o Centro Cultural Banco do Brasil está realizando a retrospectiva de sua carreira com a mostra "A Elegância de Woody Allen" que será apresentada até o dia 29 de novembro no Rio de Janeiro e 13 de dezembro em São Paulo.
Ainda dá tempo de conferir ! A programação completa está disponível no site:

As produções vão de 1965 até 2009 e incluem o mais recente trabalho "Tudo Pode Dar Certo", seu primeiro filme em Nova York desde "Melinda e Melinda". Há rumores que o Brasil sirva de locação para seu próximo longa mas enquanto isso, podemos tê-lo pertinho nas salas de cinema ...
"Não sou narcisista, se tem um personagem na Mitologia Grega com o qual me identifico não é Narciso, é Zeus."
Woody Allen

domingo, 22 de novembro de 2009

"Coco Antes de Chanel" - Uma Revolucionária no Mundo Fashion


"Coco Antes de Chanel" (Coco Avant Chanel) é a cinebiografia de uma revolucionária no mundo fashion.
O filme retrata sua infância no orfanato, os tempos de cantora e costureira, a mulher apaixonada, ousada e em busca de sua independência até transformar-se no mito “Coco Chanel”, criadora do famoso “pretinho básico”. Os tailleurs, blusas brancas, bijuterias, bolsas com correntes douradas, sapatos bicolores e os cabelos cortados retos estão entre as inovações da estilista francesa.
Audrey Tautou está em uma belíssima interpretação do ícone que trouxe a elegância e o conforto à moda feminina.

Direção: Anne Fontaine

Elenco: Audrey Tautou (Coco Chanel)
Benoît Poelvoorde (Etienne Balsan)
Alessandro Nivola (Arthur Capel)
Ano: 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Rita Pavone - A Eletrizante Cantora Italiana


Rita Pavone, cantora, compositora e atriz, nasceu em Turim - Itália, no dia 23 de Agosto de 1945.
Em 1962 participou da "Festa Degli Sconosciuti" (Festival dos Desconhecidos), composto de cantores amadores. Destacou-se e no ano seguinte lançou um lp com o sucesso "La Partita di Pallone", que vendeu mais de um milhão de cópias.
Em 1963 gravou seu segundo disco - "Come Te Non C'È Nessuno", cujo sucesso foi internacional. Desde então gravou em vários idiomas e entrou nas paradas de diversos países: Inglaterra, Alemanha, Japão e toda a América do Sul.
Participou do programa Ed Sullivan Show nos Estados Unidos interpretando baladas e rocks e tornando-se uma presença constante.
Apresentou-se ao lado dos mais renomados intérpretes: Diana Ross, Ella Fitzgerald, Tom Jones, Paul Anka e Barbra Streisand, com quem dividiu palco no Carnegie Hall, em Nova York. Atuou em alguns filmes: "Clementine Cherie" (1963), "Rita, la figlia americana" (1965), "Rita, La zanzara" (1966), "Non Stuzzicate la Zanzara" (1967), "Little Rita Nel West" (1968) e "La Feld Marescialla" (1968).
Na televisão atuou nos programas: "Il Giornalino Di Gian Burrasca", "Pressione Alta", "Come Alice" e "Studio Lino".
Em 1968 casou-se na Suíça com seu empresário Teddy Reno, causando escândalo na Itália pois ele ainda estava casado com sua primeira esposa e só após seu divórcio em 1970 é que oficializaram a união na Itália.
Participou do Festival de San Remo em três ocasiões interpretando "Zucchero", "Ahi Ahi Ragazzo" e "Amici Mai".
Dentre seus sucessos, destaque para: "Cuore", "Che M' Importa Del Mondo", "Datemi Un Martello" e "Scrivi".
"Rita Pavone é a cantora italiana mais bem sucedida. Tendo vendido mais de 35 milhões de discos em todo o mundo, cantando em diversos idiomas: alemão, espanhol, italiano, francês e inglês."
Vídeo:

domingo, 16 de agosto de 2009

Yoko Abe - Show "Canções Tradicionais e Sucessos do Japão"

Yoko Abe e Eu
Domingo Musical ! Assisti ao show "Melodias Imortais - Canções que tocam na Alma Japonesa" no "Bunkyo Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa".
55 artistas participaram do evento sendo que o grande destaque foi a cantora Yoko Abe interpretando "Trem das Onze" de Adoniran Barbosa.
A apoteose foi a apresentação de todos os artistas reunidos cantando o grande sucesso de Misora Hibari - "Kawa No Nagare No You Ni". Emocionante !
Yoko Abe é talvez a mais antiga cantora da colônia nipônica em atividade no Brasil e uma das precursoras do rock em nosso país. Iniciou sua carreira em 1958 gravando "Sayonara" (tema do filme estrelado por Marlon Brando) seguindo-se alguns rocks como "Be-Bop-A-Lula" de Gene Vincent, dentre outros.
Sempre muito amável, simpática, recebeu-me com um enorme carinho. Já nos conhecemos há algum tempo e tenho acompanhado seus mais recentes shows. É sempre um prazer renovado assistir suas apresentações...
Para quem curte esse intercâmbio musical, uma boa dica são os karaokês da Liberdade. Vale a pena conferir !

sábado, 15 de agosto de 2009

Misora Hibari - Um Pássaro Cantante nos Céus do Japão


Misora Hibari, cantora e atriz japonesa cujo nome real é Kazue Kato, nasceu em 29 de Maio de 1937 e faleceu em 24 de Junho de 1981.
Foi considerada a mais popular cantora japonesa do século XX.
Começou a cantar ainda na infância aos seis anos de idade em plena Segunda Guerra Mundial.
Em 1949, aos doze anos, gravou seu primeiro disco "Kappa" para a Columbia Records e que vendeu 400 mil cópias. Estreou no cinema com o filme "Nodojiman - Kyo Jidai" e passou a chamar-se "Hibari Misora" - que significa "Pássaro que canta nos céus."
Como atriz, chegou a fazer mais de 160 filmes e gravou aproximadamente 1.200 músicas.
Recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira, dentre eles: "Prêmio Nippon Record Taisho" (1960), "Prêmio Grand-Prix Nippon" (1965) e "Prêmio de Honra ao Mérito" do Governo Japonês.
Em 1969 realizou uma excursão pelo Brasil e a partir da década de 1970, a grande intérprete do estilo Enka incorporou também ritmos ocidentais: mambo, jazz, rock e até áreas de óperas. Antecedendo as tendências musicais internacionais e as introduzindo em seu país. Daí o segredo de seu sucesso.
Em 1987, foi internada e constatada uma hepatite crônica e uma necrose no fêmur, fez tratamento e continuou sua agenda de shows, chegando no ano seguinte na inauguração do estádio Tokyo Dome a cantar para mais de 50 mil pessoas durante duas horas. No entanto, com a saúde ainda debilitada, veio a falecer vítima de pneumonia em Junho de 1989.
Em 1997 uma enquete sobre a música pop japonesa apontou "Kawa No Nagare No You Ni" de Misora Hibari como a melhor canção japonesa de todos os tempos.
Uma carreira de registros impressionantes: recordista em músicas gravadas, filmes realizados e mais de 80 milhões de discos vendidos.
No vídeo abaixo, Misora Hibari canta o grande hit japonês de Kyu Sakamoto - "Sukiyaki" , a única música japonesa a ocupar o primeiro lugar das paradas americanas.




quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Cesária Évora - Um Ícone da Música Africana

Cesária Évora nasceu em 27 de Agosto de 1941 em Mindelo, Cabo Verde.
Começou a cantar aos 16 anos os ritmos típicos de sua terra, como a morna e a coladeira.
Nos anos 1960 cantava nos bailes de sua cidade e apresentava-se em programas de rádio, chegou a gravar dois compactos simples que também foram lançados na Europa.
Em 1975 seu país - Cabo Verde, conquistou a independência de Portugal e a maioria dos artistas foi tentar a sorte na Europa e nos Estados Unidos. Ela resolveu dar uma parada para cuidar dos dois filhos.
Aos 47 anos gravou um disco em Portugal e um empresário encantou-se com seu estilo, levando-a à Paris.
Em 1993 lotou os teatros "L'Olympia" de Paris e o "São Pedro" de Lisboa. Sua marca registrada é cantar com os pés descalços, daí foi chamada pelos franceses "La Diva Aux Pied Nus" (Diva dos Pés Descalços).
Em 2004 recebeu o prêmio Grammy de melhor álbum "world music contemporânea" e em 2007 o presidente francês Jacques Chirac condecorou-a com a medalha da Legião de Honra da França.

Dentre as estrelas do show business mundial, ela conta com fãs que vão desde Marisa Monte, Gilberto Gil, Caetano Veloso à David Byrne e Madonna.

Vídeo:


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Naomi Shemer - A Primeira-Dama da Canção de Israel


Naomi Shemer, cantora e compositora israelense, nasceu em 13 de Julho de 1930 em Kinneret e faleceu em 23 de Junho de 2004. Foi denominada "A Primeira-Dama da Canção de Israel".
Estudou piano na "Rubin Academy of Music" e fez o roteiro do musical "Hamesh Hamesh", também compôs alguns sucessos como: "Zamar Noded" (1957), "Hoopa Ei" (1957) e "Hurshat Haecalyptus" (para o jubileu do Kibbutz Kinneret).
Em 1967, participou do Festival da Canção de Israel com a composição "Yerushalayim Shel Zahav" que tornou-se muito popular pois nesta ocasião houve a Guerra dos Seis Dias e a canção adquiriu uma conotação de hino para o país, sendo traduzida para diversos idiomas.
Ela também fez uma adaptação da música "Let It Be" dos Beatles que recebeu o nome de "Lu Yehi" e que tornou-se sucesso nacional.
Shemer foi considerada a compositora mais influente nas décadas de 1960 a 1980 em seu país. E pelo conjunto de sua obra, em 1983 recebeu o "Prêmio Israel" da canção hebraica.
Yerushalayim Shel Zahav (Jerusalém de Ouro) foi seu grande sucesso e fez parte da trilha-sonora do filme "A Lista de Schindler" (Schindler's List) realizado em 1993 e dirigido por Steven Spielberg.
Vídeos:

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Françoise Hardy - A Elegância na Canção Francesa


... Françoise Hardy nasceu em 17 de Janeiro de 1944 na França. Cantora e compositora das mais importantes em seu país.
Dotada de uma discrição e elegância raras no seu "métier", sua história começa como estudante no Liceu francês e que após obter seu diploma, pegou um violão e passou a dedicar-se à canção. Foi uma assídua aluna do "Petit Conservatoire de Mireille", em seguida fez uma audição para a gravadora Vogue.
Em 1962 saiu seu primeiro disco, um compacto simples com "Oh, oh Cheri" e "Tous les garçons et les fille" (que inclusive, originou um clipe musical assinado por Claude Lelouch). O disco vendeu mais de 2 milhões de exemplares e ocupou o primeiro lugar nas paradas européias, enquanto os Beatles lançavam "Love Me Do" na Inglaterra ...
Sofisticada e ao mesmo tempo popular, participou de vários programas televisivos, ensaios fotográficos e alguns filmes: "Château En Suède" (Dir: Roger Vadim), "Une balle au coeur" (1965), "Grand Prix" (1966), "Masculin-Féminin" (Dir: Godard) e "What's New Pussycat?".
Seu físico longilíneo e anglo-saxão interessou à moda e tornou-se modelo de Paco Rabanne.
Em 1966 fez um giro pela Inglaterra e gravou algumas composições em inglês.
Em 1971 lançou o disco "La Question" com a colaboração da cantora brasileira Tuca.
De 1977 à 1982, dedicou-se ao "Funky" sob a direção de Gabriel Yared.
Nos anos seguintes aprofundou-se na Astrologia, sua grande paixão.
Em 1988 anuncia a retirada da carreira e lança o álbum "Décalages". Mas, algum tempo depois, repensou sua decisão e lançou em 1996 o álbum "Le Danger".
Em 2004 saiu seu mais recente trabalho "Tant des Belles Choses".
Em seus primeiros tempos, suas canções eram dotadas de uma produção simples, mas após seu período londrino, retorna ao cenário artístico com trabalhos mais requintados. Ela é uma das mais representativas artistas do Pop Francês.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Samira Tawfik - A Voz do Oriente



... Samira Tawfik, cantora cuja fama alcançou todos os países árabes, estendendo-se pelo Oriente e Ocidente.
Sua especialidade são as músicas folclóricas com arranjos modernos embalados por uma belíssima voz que faz lembrar as enluaradas noites árabes...
É uma das mais completas cantoras do Oriente, cujo repertório tem composições de países como o Líbano, Jordânia, Palestina, Iraque, dentre outros da região.



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