
Na literatura, Anaïs Nin polemizou em sua época ao escrever obras permeadas de erotismo e idéias feministas baseadas em experiências pessoais. Foi amante de Henry Miller e autora do best-seller "Delta de Vênus", tornando-se a precursora de toda uma geração de escritoras que busca no sexo um novo "boom" literário. E atualmente algumas escritoras brasileiras, dotadas de ousadia e sensualidade, vem destacando-se nesse segmento.
Fernanda Young em "Efeito Urano" fala de adultério e homossexualismo: uma mulher que se perde na ingenuidade e excitação ao conhecer outra, formando-se assim, um triângulo amoroso de duas mulheres e um homem.
Sabina Anzuaegui, escritora paranaense, apresenta o sexo como um componente da vida, sem o qual as relações humanas estariam truncadas em seu romance "Calcinha no Varal".
Ana Ferreira narra histórias em primeira pessoa, mas que não são necessariamente dela. Trabalha com fantasias sexuais e coisas que muitas mulheres gostariam de dizer e muitos homens sonham em ouvir, em "Amadora".
E com pitadas menos ficcionais, Mariana Brasil relata o dia-a-dia das prostitutas brasileiras que partem para fazer o eixo Itália-Suíça em "O Manuscrito de Sônia", história que inspirou Paulo Coelho a escrever seu sucesso "Onze Minutos".
E com pitadas menos ficcionais, Mariana Brasil relata o dia-a-dia das prostitutas brasileiras que partem para fazer o eixo Itália-Suíça em "O Manuscrito de Sônia", história que inspirou Paulo Coelho a escrever seu sucesso "Onze Minutos".
Já Kika Salvi apresenta aos leitores um pouco de sua intimidade em "Kika, A Estranha", onde há sexo frustrado, falta de dinheiro, festas, amigos loucos e por aí vai.
A ex-garota de programa Raquel Pacheco, conhecida por Bruna Surfistinha baseada em trechos de diários, escreveu "O Doce Veneno do Escorpião - o Diário de uma Garota de Programa", que inclusive, gerou um filme que será estrelado por Deborah Secco no papel principal.
"Não se é escritor por ter escolhido dizer certas coisas, mas sim pela forma como as dizemos." - Jean-Paul Sartre
